Pois é. Fã que sou de feiras medievais, este ano fui a duas, para me tentar integrar um pouco na vivência da época. A primeira a que fui este ano foi à de Sintra; muito agradável, cheia que nem um ovo, estacionamento caótico, muitas tabernas e bancas de comes e bebes, passeios de burro para os putos e algum artesanato que pouco ou nada tinha a ver com a altura. Trajados à época eram poucos e personagens pertencentes ao evento menos ainda. Duas bandas a tocar um repertório diminuto, mais um mendigo e um frade a passear. Era isso.
No passado fim de semana decimo-me da de Sintra e rumei a Óbidos. Ah, aquele ambiente que só aquelas muralhas nos conseguem dar, aliadas a toda uma notável organização estavam, à semelhança da ultima vez que tinha ido, notáveis.
É certo que a entrada era paga. 6€ era qualquer coisa, se tivermos de somar a isto gasóleo e portagens. Mas depois as coisas eram mais baratas. A título de exemplo, eu e a minha amada pagámos 7,40€ pelo almoço para dois e 8€ pelo jantar. Tudo incluído. Mas não foi isso que mais me agradou, mas achei que seria digno de revisto para de alguma forma tentar justificar o preço de entrada.
O que mais me agradou, vejamos: imensas pessoas trajadas à época. Transporta-nos para outro ambiente. E mesmo os havia muito rigorosos, uma vez que um tramado pagava meio bilhete, mas tinha condições para tal. Não bastava ir com uma túnica para ter desconto. Teria de ser completo e relativamente fiel. Esqueçam as botas da tropa. Sandálias ou botins com biqueira retorcida eram os admissíveis mais vistos. Havaianas eram motivo de gozo. Para quem estivesse disposto a embrenhar-se no personagem, havia trajes de aluguer.
Depois foi toda uma panóplia de tabernas e restaurantes, com pratos de barro e sem talheres, com que nos podíamos deliciar e limpar a beiçola à manga.
Inúmeras bandas encantavam os presentes com sons típicos da época. Muitas bancas com produtos existentes na altura. Um ferreiro muito prestável, dava explicações sobre como forjar armas. Vários personagens, desde guardas, um desgraçado fugitivo praticamente nu, descalço e com as mãos amarradas atras das costas, coberto de chagas, corria pelo meio da multidão a fugir a estes. Um mendigo leproso deambulava pelo meio de todos. Um grupo de 4 prostitutas cativavam a atenção de todos, mesmo quem não queria ser cativado.
Treino de escudeiros. Falcoaria. Justas a cavalo e embates apeados. Enfim, um dia memorável que nos faz querer lá voltar novamente.
Rotting Christ
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Nova Médica de Família
Isto só visto! Tenho esta "nova" médica de família há perto de dois anos. Nem a conheço, desde que moro duas localidades ao lado e alguém (leia-se alguma besta da Segurança Social) me mudou de médico assim para tão longe.
Para mais, nem preciso dela, apenas para uma receita ou outra. Na realidade estava a poupar-lhe trabalho e tempo; a minha mãe, quando cá vinha às suas consultas, aproveitava a oportunidade para pedir alguma receita para mim e pronto. De resto tenho acesso a médico da empresa bem como e seguro, que me da acesso a médicos de craveira diferentes destes e a clinicas privadas por um valor simbólico, em vez de aguardar numa sala de espera com 300 pessoas a tossir e a fungar.
Mas a médica... Esta senhora insistiu agora que não me receita mais nada sem me conhecer! De repente bateu-lhe um pingo de preocupação. A veia da consciência a sobressair. E o gosto por me fazer vir de perfeita saúde a um centro médico pejado de doenças.
Esta senhora, grande profissional da área da saúde tem por hábito, segundo soube agora demorar cerca de uma hora com cada paciente. "Bom", dirão alguns. Mau, direi eu; não é uma hora a observar o paciente, são três minutos de observação, cinquenta de conversa variada e sete para despedidas.
É assim o nosso Serviço de Saúde: com as adequadas iniciais "SS" não me admiraria se um certo dia apanhar o Himmler atrás do balcão com uma lata de Zyklon-B ao lado...
Para mais, nem preciso dela, apenas para uma receita ou outra. Na realidade estava a poupar-lhe trabalho e tempo; a minha mãe, quando cá vinha às suas consultas, aproveitava a oportunidade para pedir alguma receita para mim e pronto. De resto tenho acesso a médico da empresa bem como e seguro, que me da acesso a médicos de craveira diferentes destes e a clinicas privadas por um valor simbólico, em vez de aguardar numa sala de espera com 300 pessoas a tossir e a fungar.
Mas a médica... Esta senhora insistiu agora que não me receita mais nada sem me conhecer! De repente bateu-lhe um pingo de preocupação. A veia da consciência a sobressair. E o gosto por me fazer vir de perfeita saúde a um centro médico pejado de doenças.
Esta senhora, grande profissional da área da saúde tem por hábito, segundo soube agora demorar cerca de uma hora com cada paciente. "Bom", dirão alguns. Mau, direi eu; não é uma hora a observar o paciente, são três minutos de observação, cinquenta de conversa variada e sete para despedidas.
É assim o nosso Serviço de Saúde: com as adequadas iniciais "SS" não me admiraria se um certo dia apanhar o Himmler atrás do balcão com uma lata de Zyklon-B ao lado...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
A Igreja, essa instituição
Pois é; fazendo jus ao nome do blogue, e fazendo jus ao meu (não) gosto pelo Catolicismo e por qualquer religião em geral, vou descrever uma breve nota, que hoje ouvi, só para se ter uma noção de que massa as pessoas crentes, de quem se pensa que têm valores mais apurados, são realmente feitas.
Uma amiga do meu cunhado, empregada na área da Saúde, e participante activa na Igreja e suas actividades diversas, tais como missas, retiros e grupos de jovens ligados a esta, encontra-se grávida; nada disto seria de estranhar, não fosse o seguinte, e passo a enumerar:
Primeiro, comprou casa com o namorado, há pouco menos de dois anos; segundo, tinha casamento marcado para muito breve; terceiro, está grávida de oito semanas e não sabe quem é o pai; quarto, tem tuberculose; quinto, disse tinha casamento marcado porque obviamente que o namorado, não devendo ser parolo, desmarcou tudo e mandou a menina às urtigas; sexto, foi escorraçada pelos pais; sétimo, mora em casa do tio do outro "namorado" suposto pai da criança (parece o raio da música) onde ele já residia; oitavo e último: a comprovar-se a paternidade, o coitado terá de desistir do curso superior e ir trabalhar para um qualquer boteco para criar o rebento.
Portanto, veja-se de que fibra e bons costumes são feitas as pessoas que frequentam este antro que é a Igreja. Citando Karl Marx: "A religião é o ópio do povo". Aparentemente, é o ópio e o óvulo do povo, eheheh... toda a gente lá vai, segundo me pareceu.
Escrevi estas linhas para, quando e sempre que criticarem o meu asco pela religião, ter pelo menos um bom e recentíssimo exemplo para dar. Exemplos antigos não me faltam...
Uma amiga do meu cunhado, empregada na área da Saúde, e participante activa na Igreja e suas actividades diversas, tais como missas, retiros e grupos de jovens ligados a esta, encontra-se grávida; nada disto seria de estranhar, não fosse o seguinte, e passo a enumerar:
Primeiro, comprou casa com o namorado, há pouco menos de dois anos; segundo, tinha casamento marcado para muito breve; terceiro, está grávida de oito semanas e não sabe quem é o pai; quarto, tem tuberculose; quinto, disse tinha casamento marcado porque obviamente que o namorado, não devendo ser parolo, desmarcou tudo e mandou a menina às urtigas; sexto, foi escorraçada pelos pais; sétimo, mora em casa do tio do outro "namorado" suposto pai da criança (parece o raio da música) onde ele já residia; oitavo e último: a comprovar-se a paternidade, o coitado terá de desistir do curso superior e ir trabalhar para um qualquer boteco para criar o rebento.
Portanto, veja-se de que fibra e bons costumes são feitas as pessoas que frequentam este antro que é a Igreja. Citando Karl Marx: "A religião é o ópio do povo". Aparentemente, é o ópio e o óvulo do povo, eheheh... toda a gente lá vai, segundo me pareceu.
Escrevi estas linhas para, quando e sempre que criticarem o meu asco pela religião, ter pelo menos um bom e recentíssimo exemplo para dar. Exemplos antigos não me faltam...
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Nova etapa
Há muito que nao escrevo imas linhas por aqui. Que se lixe. Também nao espero que ninguém leia isto. É apenas um espaço onde posso descarregar palavras. Pará mais, avisei tempo útil que aconteceria.
E estou apenas a fazê-lo hoje porque há duas situações que me levam a pôr em palavras e que acontecem hoje: o meu rebento faz 17 meses (já anda, corre, abre e fecha portas, liga e desliga a tv e o dvd, quase que parte a bandeja deste, rouba telefones e comandos remotos, acha piada a arrumar brinquedos em vez de os deixar espalhados para mim e magoa-se sozinho a um nível quase diário. Estamos a crescer, portanto.
A outra razão é que a minha queridíssima começa hoje num novo emprego, onde vai auferir cerca de 200€ mais que no anterior. Noticias fantásticas, face à actual situação do mercado de trabalho. Também farão falta caso o puto parta de facto a bandeja do dvd. Best of luck, my love!
Nem vou corrigir eventuais erros de escrita. Primeiro, porque nao me apetece; segundo, porque desta forma, qualquer um dos meus dois leitores tem um eventual passatempo disponivel, que é corrigir-me; terceiro, porque este blog é escrito a partir de um iPhone num autocarro em andamento. Além do teclado ser pequeno, os solavancos nao ajudam.
E estou apenas a fazê-lo hoje porque há duas situações que me levam a pôr em palavras e que acontecem hoje: o meu rebento faz 17 meses (já anda, corre, abre e fecha portas, liga e desliga a tv e o dvd, quase que parte a bandeja deste, rouba telefones e comandos remotos, acha piada a arrumar brinquedos em vez de os deixar espalhados para mim e magoa-se sozinho a um nível quase diário. Estamos a crescer, portanto.
A outra razão é que a minha queridíssima começa hoje num novo emprego, onde vai auferir cerca de 200€ mais que no anterior. Noticias fantásticas, face à actual situação do mercado de trabalho. Também farão falta caso o puto parta de facto a bandeja do dvd. Best of luck, my love!
Nem vou corrigir eventuais erros de escrita. Primeiro, porque nao me apetece; segundo, porque desta forma, qualquer um dos meus dois leitores tem um eventual passatempo disponivel, que é corrigir-me; terceiro, porque este blog é escrito a partir de um iPhone num autocarro em andamento. Além do teclado ser pequeno, os solavancos nao ajudam.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O frio não me assiste
Frio do camandro a esta hora da manhã. Tanto que hesitei várias vezes antes de sair da cama e outras tantas antes de sair do duche! Depois, ao levar a Shiva à rua, até o pêlo da desgraçada ia congelando. Quando, ao sair de casa, lhe fiz uma última festa, em jeito de despedida, fiz uma chaga na mão. Pêlo de arame congelado é pior que aquelas escovas que os mecânicos usam para limpar os bornos das baterias. Mas o pior estava para vir.
Chegado ao Cacém, ao poiso onde apanho o autocarro da empresa, o frio era ainda mais gritante; tanto que fui beber um cafezinho e a Guida teve de escaldar a chávena 6 vezes. A minha pachacha (pequena bolsa de silicone onde guardo os trocos) tinha perdido toda a sua elasticidade e partiu-se pouco num dos cantos! É o que se pode chamar agora de "pachacha seminova".
Finalmente no autocarro. Mais quentinho, graças ao aquecimento que emana próximo dos pés, costumo chegar à empresa com o pé direito a ferver e o esquerdo ainda congelado. Ou isso, ou tenho de ir de perninha cruzada, qual meretriz, para aquecer o outro.
Entretanto vou aquecendo as orelhas com Burzum. Vou congelar mais um pouco. Nesta paragem posso sair para fumar um cigarrinho, voltar a não mexer os dedos e congelar o pé direito novamente que, a esta altura, já está quentinho...
Chegado ao Cacém, ao poiso onde apanho o autocarro da empresa, o frio era ainda mais gritante; tanto que fui beber um cafezinho e a Guida teve de escaldar a chávena 6 vezes. A minha pachacha (pequena bolsa de silicone onde guardo os trocos) tinha perdido toda a sua elasticidade e partiu-se pouco num dos cantos! É o que se pode chamar agora de "pachacha seminova".
Finalmente no autocarro. Mais quentinho, graças ao aquecimento que emana próximo dos pés, costumo chegar à empresa com o pé direito a ferver e o esquerdo ainda congelado. Ou isso, ou tenho de ir de perninha cruzada, qual meretriz, para aquecer o outro.
Entretanto vou aquecendo as orelhas com Burzum. Vou congelar mais um pouco. Nesta paragem posso sair para fumar um cigarrinho, voltar a não mexer os dedos e congelar o pé direito novamente que, a esta altura, já está quentinho...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Whitney Houston
Pois. A Whitney morreu hoje, aparentemente fruto de uma combinação de Xanax em doses provavelmente cavalares e de falta de guelras. Morreu na banheira, afogada. A broa de Xanax devia ser tal que nem deve ter dado conta que a água lhe estava a entrar para o sítio onde outrora passearam fumos de Marijuana e partículas brancas Colombianas. Já dizia o Manu Chao: "me gusta marihuana, me gustas tu; me gusta colombiana, me gustas tu."
Por muito boa voz que a senhora tivesse, ficamos felizes porque nos livrámos de uma má atriz. Só falta o Kevin Costner ir embora de vez para a indústria cinematográfica voltar a ser respeitada, agora.
Houston, we don't have a problem anymore. We are most thankful for your concern with us and the way how you put an end to our misery. Much better now!!!
Por muito boa voz que a senhora tivesse, ficamos felizes porque nos livrámos de uma má atriz. Só falta o Kevin Costner ir embora de vez para a indústria cinematográfica voltar a ser respeitada, agora.
Houston, we don't have a problem anymore. We are most thankful for your concern with us and the way how you put an end to our misery. Much better now!!!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Acabadinho de criar
É verdade. Blog acabado de criar, porque descobri uma aplicação porreira no iPhone. O tempo dirá que coisas interessantes escreverei, ou nao, por aqui. Para já, parece-me que o episódio em curso do Shaun the sheep é deveras mais interessante que escrever sobre a origem deste blog. Talvez no futuro as prioridades mudem senão este corre sérios riscos de acabar mesmo antes de ter começado.
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