quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Feiras Medievais

Pois é. Fã que sou de feiras medievais, este ano fui a duas, para me tentar integrar um pouco na vivência da época. A primeira a que fui este ano foi à de Sintra; muito agradável, cheia que nem um ovo, estacionamento caótico, muitas tabernas e bancas de comes e bebes, passeios de burro para os putos e algum artesanato que pouco ou nada tinha a ver com a altura. Trajados à época eram poucos e personagens pertencentes ao evento menos ainda. Duas bandas a tocar um repertório diminuto, mais um mendigo e um frade a passear. Era isso.
No passado fim de semana decimo-me da de Sintra e rumei a Óbidos. Ah, aquele ambiente que só aquelas muralhas nos conseguem dar, aliadas a toda uma notável organização estavam, à semelhança da ultima vez que tinha ido, notáveis.
É certo que a entrada era paga. 6€ era qualquer coisa, se tivermos de somar a isto gasóleo e portagens. Mas depois as coisas eram mais baratas. A título de exemplo, eu e a minha amada pagámos 7,40€ pelo almoço para dois e 8€ pelo jantar. Tudo incluído. Mas não foi isso que mais me agradou, mas achei que seria digno de revisto para de alguma forma tentar justificar o preço de entrada.
O que mais me agradou, vejamos: imensas pessoas trajadas à época. Transporta-nos para outro ambiente. E mesmo os havia muito rigorosos, uma vez que um tramado pagava meio bilhete, mas tinha condições para tal. Não bastava ir com uma túnica para ter desconto. Teria de ser completo e relativamente fiel. Esqueçam as botas da tropa. Sandálias ou botins com biqueira retorcida eram os admissíveis mais vistos. Havaianas eram motivo de gozo. Para quem estivesse disposto a embrenhar-se no personagem, havia trajes de aluguer.
Depois foi toda uma panóplia de tabernas e restaurantes, com pratos de barro e sem talheres, com que nos podíamos deliciar e limpar a beiçola à manga.
Inúmeras bandas encantavam os presentes com sons típicos da época. Muitas bancas com produtos existentes na altura. Um ferreiro muito prestável, dava explicações sobre como forjar armas. Vários personagens, desde guardas, um desgraçado fugitivo praticamente nu, descalço e com as mãos amarradas atras das costas, coberto de chagas, corria pelo meio da multidão a fugir a estes. Um mendigo leproso deambulava pelo meio de todos. Um grupo de 4 prostitutas cativavam a atenção de todos, mesmo quem não queria ser cativado.
Treino de escudeiros. Falcoaria. Justas a cavalo e embates apeados. Enfim, um dia memorável que nos faz querer lá voltar novamente.


Sem comentários:

Enviar um comentário