segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O frio não me assiste

Frio do camandro a esta hora da manhã. Tanto que hesitei várias vezes antes de sair da cama e outras tantas antes de sair do duche! Depois, ao levar a Shiva à rua, até o pêlo da desgraçada ia congelando. Quando, ao sair de casa, lhe fiz uma última festa, em jeito de despedida, fiz uma chaga na mão. Pêlo de arame congelado é pior que aquelas escovas que os mecânicos usam para limpar os bornos das baterias. Mas o pior estava para vir.

Chegado ao Cacém, ao poiso onde apanho o autocarro da empresa, o frio era ainda mais gritante; tanto que fui beber um cafezinho e a Guida teve de escaldar a chávena 6 vezes. A minha pachacha (pequena bolsa de silicone onde guardo os trocos) tinha perdido toda a sua elasticidade e partiu-se pouco num dos cantos! É o que se pode chamar agora de "pachacha seminova".

Finalmente no autocarro. Mais quentinho, graças ao aquecimento que emana próximo dos pés, costumo chegar à empresa com o pé direito a ferver e o esquerdo ainda congelado. Ou isso, ou tenho de ir de perninha cruzada, qual meretriz, para aquecer o outro.

Entretanto vou aquecendo as orelhas com Burzum. Vou congelar mais um pouco. Nesta paragem posso sair para fumar um cigarrinho, voltar a não mexer os dedos e congelar o pé direito novamente que, a esta altura, já está quentinho...

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